Movimentos separatistas fazem parte da história das sociedades, no novo ou velho continente, inúmeras regiões lutaram ao longo dos anos e ainda hoje lutam, para terem sua independência reconhecida.

Essas ondas independentistas podem se dar por inúmeros fatores, normalmente os separatistas evidenciam a diferença na organização social, cultural, por divergências políticas, idioma diferente ao do restante do país e sensação de não representatividade pelo “governo central”. Inclusive no Brasil existe um movimento que tenta a vários anos, de forma inútil a independência em relação ao resto do país.

Se você acompanha os noticiários deve ter visto que a Catalunha, onde fica a cidade de Barcelona, na Espanha, é a mais nova região a lutar por independência para ser reconhecida como um país, dentre as justificativas do parlamento local, liderado por Puigdemont estão:

Corrupção no governo central: 

Tribunal-Supremo

Na Espanha, os partidos controlam todas as instituições publicas e as repartem entre eles como acham melhor para garantir seus propósitos, com isso os políticos tomam conta de todas as esferas publicas com nomeações.

há cerca de 1.700 processos judiciais abertos por corrupção no país, dentre eles, estão:  prevaricação, suborno, compra de influência e desvio de dinheiro público, de acordo com o Conselho Superior de Justiça. O custo social da corrupção na Espanha é, de cerca de € 40 bilhões por ano, segundo um estudo feito pela Universidade de Las Palmas.

Por outro lado, faz-se notar que o governo catalão também tem fortes acusações de corrupção, seus lideres evitam tratar do assunto, mas especialistas afirmam que o referendo é uma forma de tirar o foco dos escândalos e da péssima administração que pipocaram nos últimos governos, usando falsos pretextos, como pouco investimento do governo da Espanha na região e o desrespeito a cultura e idioma local.

O parlamento local tenta convencer a população a se juntar na luta pela independência,
mas evitam focar na divida da Catalunha que chega aos 72 bilhões de euros, ou 24% do total da divida das comunidades autônomas espanholas, o governo central já investiu mais de 58 bilhões de euros entre 2012 a 2016, e ao invés de tentarem resolver os problemas com saúde, educação e transporte, os governistas catalães tentam levar a população a um embate que poderá tirar do mapa espanhol e isolar a região do restante da Europa.

Falta de identificação com a cultural Espanhola:

Mapa_Espanha_CC_AA

Nenhuma cultura é homogênea, mas juntas fazem parte de um todo maior, uma falta de ”identificação” só faria sentido se a cultura local estivesse sendo silenciada e morta aos poucos, mas o que se vê são livros, filmes, e todo tipo de produto, tecnológico, cultural ou não traduzidos para o dialeto local, as escolas ensinam a conjuntura da cultura espanhola como um todo e a catalã não fica esquecida no meio.

Ainda assim, os catalães independentistas usam essa desculpa para forçar o sentimento separatista,  mesmo que a maior parte da Catalunha não pense dessa forma. Um protesto organizado nos dias 07 e 08/10/2017, reuniu mais de 1 milhão de pessoas nas ruas de Barcelona, contra o ato independentista.

Idioma Próprio: 

A maior parte das regiões do país tem além do Espanhol, um idioma secundário, o parlamento da Catalunha alega que esse segundo idioma é uma das diferenças em relação ao resto da Espanha, segundo eles as placas nas ruas estão escritas e as escolas e universidades ensinam o Catalão

Região rica, com a independência estariam fora da crise:

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Os catalães são responsáveis por 19% do PIB espanhol, mas segundo o ministro da Economia de Espanha, Luis de Guindos, em entrevista concedida ao Financial Times: ”a região da Catalunha pode sofrer uma queda de 30% do PIB”, pois se desvincilharia da Espanha e consequentemente da União Europeia, elevando o desemprego.

Apesar de dever bilhões ao governo central, tentam se desvincilhar sem pagar o que devem, aplicando calote econômico, diversas empresas com sede em Barcelona e localidades próximas, mudaram-se temporariamente para outros locais, como Madrid, Valência e Sevilha.

O motivo segundo os empresários é que ficar fora da zona do Euro prejudicaria os negócios, os separatistas loco retrucaram: dizem que essa migração fomentará o comercio e industrias locais, uma clara atitude protecionista, que só serve para diminuir a concorrência, baixando a competitividade e inovação, talvez até elevando os preços dos produtos / serviços.

Ditadura:

proibido o uso oficial da língua catalã na ditadura Franquista, após a queda de Barcelona, vale ressaltar que todos o povo espanhol sofreu com os ditadores, em todas as regiões é possível encontrar relatos de pessoas que tiveram membros de suas famílias mortos, passando fome e sendo tratados como verdadeiros terroristas na própria terra onde nasceram, mas apenas um lado se vitimiza mais.

Por que o governo espanhol é contra a independência da Catalunha:

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A divida astronômica da região com o restante do país, o referendo não foi feito nos tramites legais (sim eles existem, mas a Catalunha parece desconhecer) e a posição estratégica da localidade, representando 6,3% do território espanhol, 16% da população as terras da capital Barcelona atraem aproximadamente 22% do turismo do país, a Catalunha é a região mais industrializada da Espanha.

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