O Brasil está representado na indústria de games como um dos 10 maiores mercados do mundo, movimentando bilhões anualmente, mas devido a crise e ao peso burocrático, recentemente, a Nintendo – uma das maiores desenvolvedoras de jogos e consoles, responsável por títulos como Mário Kart, saiu do país em 2015. Deixando o mercado nas mãos das plataformas PC’s (STEAM), Microsoft (Xbox), smartphones (IOS e Android) e Sony (Playstation).

Em nota a Globo, o diretor e gerente geral para a América Latina da Nintendo of America, Bill van Zyll, atribuiu ao ambiente de negócios brasileiro a decisão de sair do país. “O Brasil é um mercado importante para a Nintendo e lar de muitos fãs apaixonados mas, infelizmente, desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país insustentável”.

O executivo afirmou ainda que os “desafios incluem as altas tarifas sobre importação que se aplicam ao nosso setor e a nossa decisão de não ter uma operação de fabricação local”. “Trabalhando junto com a Juegos de Video Latinoamérica, iremos monitorar a evolução do ambiente de negócios e avaliar a melhor maneira de servir nossos fãs brasileiros no futuro”.

Com a possibilidade de uma volta ao Brasil, no futuro, muitos fãs declaram em grupos Nintendo no Facebook que ainda hoje mantém as esperanças sobre um possível retorno da empresa Nipônica as terras tupiniquins. Em 2018 a empresa voltou a vender jogos digitais aos brasileiros, mas não reabriu escritórios.

Mesmo com esse cenário que se desenvolve a alguns anos, é possível encontrar cada vez mais desenvolvedores de games nacionais apostando no país, é o caso da Beta Games Group, desenvolvedora do jogo intitulado ‘171’ que ganhou esse nome em referência ao artigo criminal brasileiro e por onde a história tomará seu rumo.

A empresa diz que os desenvolvedores estão espalhados pelo país e não contam com um local físico, trabalhando no game apenas nas horas vagas.

Inicialmente o game será lançado apenas para PC, e se render frutos as versões para consoles poderão ser esperadas, não há previsão de lançamento. De início o game não contará com modo online, apenas o modo história e visão em 3° pessoa.

A empresa conta com dez desenvolvedores, entre eles estão o CEO – programador, Diego Moraes e Renato Cesar, Game Designer. Há também designer de som, webmaster e artista conceitual na equipe, entre outros.

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O caso da Beta Games mostra as dificuldades e superações enfrentadas por empresas nacionais ao desenvolver games, pois não contam com estrutura de grandes corporações como a EA games ou Ubisoft e há ainda o preconceito da própria comunidade gamer brasileira.

Segundo o Mapa da Indústria de Jogos, as desenvolvedoras estão concentradas no sul e sudeste do país, a Bahia conta com 6 estúdios, todos localizados na capital, Salvador. Dentre elas está a ‘Sinergia games‘, seus jogos buscam retratar a história e cultura afro brasileira.

Dados sobre a indústria nacional de games são escassos, segundo o mapeamento da Indústria Brasileira e Global de Jogos Digitais referente a 2014, 36% dos desenvolvedores do país estão em São Paulo, com Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro encabeçando o top 3, ainda segundo esse relatório, no nordeste o destaque vai para o estado de Pernambuco com uma crescente industria voltada para o mercado digital. 73% das empresas do país foram fundadas entre 2009 e 2013.

Além disso, o site Indústria de Jogos, contabiliza e divulga os jogos lançados no Brasil.

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