Segundo a ONU, há mais de 250 milhões de migrantes no mundo.

O ano é 2018, em breve 2019. O cenário, o Brasil, com toda sua multiplicidade étnica, uma mistura de povos, com diferentes origens, um povo miscigenado que recebe refugiados da Venezuela, país vizinho que passa por uma crise política e social. A dinâmica de imigração de venezuelanos para o Brasil, tendo como porta de entrada o Estado de Roraima provocou ataques de brasileiros inconformados com a falta de ação do poder público e da desordem que se instaurava nas cidades fronteiriças, imagens onde acampamentos venezuelanos eram destruídos correram o país. O motivo para a intolerância seria o assassinato de um brasileiro a pauladas, supostamente por quatro venezuelanos.

Por outro lado inúmeros brasileiros se manifestaram contra a atitude xenofóbica dos roraimenses, e alguns migrantes foram transferidos para outras cidades e estados do país. Independente de quem está com a razão ou não do ponto de vista ético e humano, Ernesto Araújo, futuro ministro das relações exteriores do governo Bolsonaro já anunciou que pretende desvencilhar o Brasil do Pacto da ONU sobre Migração, assim como fizeram EUA e Israel, ignorando também o que diz o relatório do CONARE “Refúgio em números”, sobre a lei de refúgio brasileira ser uma das mais modernas do mundo.

Ernesto Araújo afirmou em rede social: “o governo Bolsonaro se desassociará do pacto global de migração, um instrumento inadequado para lidar com o problema. A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”.

Ainda segundo o relatório, existem mais de 65 milhões de refugiados em todo o planeta, o Brasil é lar de pouco mais de 10 mil pessoas nessas condições, número ínfimo se comparado a países como a Turquia (2,9 milhões) e Paquistão (1,4 milhão). Em 2017 o CONARE reconheceu 587 pessoas em situação de refúgio no Brasil, 86 mil pessoas ainda aguardam tramitação do processo que os reconhece ou não como refugiados.

Gráfico: elaboração própria, refugiados no Brasil

Enquanto os possíveis novos refugiados não tem suas situações resolvidas com o governo, os que já são reconhecidos recebem ajuda de ONGs para se adaptar e conseguir iniciar uma nova vida no país.

A Abraço Cultural é uma dessas ONGs, atuante nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, o projeto acolhe professores refugiados de cursos de idioma e cultura, promovendo a troca de experiências, valorizando cultural, pessoal e profissionalmente, e gerando renda para os refugiados. A ONG surgiu em julho de 2014 e atualmente fornece aulas de Árabe, Inglês, Espanhol e Francês.

A ONG possui um site e conta com um blog onde posta curiosidades e informações acerca da cultura dos povos refugiados no Brasil.

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