O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas. O Museu Tempostal integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Há muitos museus em Salvador, mas os soteropolitanos não tem acesso apenas por não saber que eles existem ou o que cada um tem para oferecer. Pensando nisso, o Ler Agora trará um conjunto de reportagens contando um pouco da historia de cada um desses centros culturais como forma de estimular o interesse das pessoas por esse tipo de programação.

Essa semana, o museu escolhido é o Tempostal, confira:

Segundo informações do IPAC, em 1995, o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Cultura e Turismo, adquiriu a coleção particular de Antônio Marcelino do Nascimento (1929-2006), construída com perseverança durante 40 anos. O acervo é apresentado ao público em 05 de novembro de 1997, data em que é inaugurado o Museu Tempostal em um sobrado do século XIX, antigo ponto comercial do conde português Pereira Marinho.

Apresenta cerca de 40.000 imagens, entre postais, estampas e fotografias, sendo 30.000 da coleção reunida pelo sergipano Antônio Marcelino. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.

Destacam-se na coleção as imagens representativas da Bahia Antiga, retratada por fotógrafos estrangeiros e nacionais de renome entre o m do século XIX e 1930, os cartões-postais da Belle Époque, pela beleza e variedade dos materiais utilizados na confecção das peças, e as estampas do Sabonete Eucalol. Lançadas pela Perfumaria Myrta em 1927, eram objeto de fascínio entre os jovens da época. Por apresentar textos explicativos sobre vários temas nas estampas.
O museu está instalado em um sobrado do século XIX, antigo ponto comercial do conde português Pereira Marinho, e dispõe de três andares, dois na parte frontal do edifício voltado para a Rua Gregório de Mattos, e três andares na parte anterior voltada para a Praça das Artes.

EXPOSIÇÕES DE LONGA DURAÇÃO:

O BAIRRO DO COMÉRCIO

A exposição é composta por postais e fotos que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Através de cerca de 100 imagens, apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que foi criado para servir de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, e retornavam com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro).

PELOS CAMINHOS DE SALVADOR

A exposição retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana.

A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX. Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.

BAHIA – LITORAL E SERTÃO

A mostra apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens.

Fotografias e postais, datadas do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão.

ANTÔNIO MARCELINO

Nascido em Sergipe, Antônio Marcelino do Nascimento (1929-2006) colecionava, desde garoto, recortes de jornais e livros ilustrados. Em 1947, se transferiu para Salvador e iniciou uma coleção que incluía de santinhos de catecismo a biscuit e máquinas fotográficas antigas.

Ao longo da vida, acumulou postais que registram diferentes fases do desenvolvimento histórico, geográfico e cultural de todos os estados brasileiros e de vários países. Realizou sua primeira exposição em 1965. Um museu particular foi criado por ele em 1974 no casarão onde residia na Rua do Sodré, no Centro de Salvador. Em novembro de 2006, o colecionador se sentiu mal em casa e faleceu a caminho do hospital.

O Museu Tempostal integra os espaços administrados pela Diretoria dos Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

ENTREVISTA COM LUZIA VENTURA, DIRETORA DO MUSEU TEMPOSTAL:

Repórter: Por qual motivo o museu tem esse nome?

O cartofilista Antonio Marcelino do Nascimento, sergipano, foi idealizador do museu. Ele considerava que os postais eram deuses, o seu Templo dos Postais. Para ele a coleção dos postais permitia “uma viagem no tempo”. Em 1974 cria o Museu Tempostal. Em 1995 a coleção é vendida ao Governo do Estado da Bahia e o novo Museu Tempostal é inaugurado em 5 de novembro de 1997, Dia Mundial da Cultura, no endereço atual.

Repórter: Qual a importância do Tempostal para a Cultura Baiana e soteropolitana?

O Museu Tempostal, único no gênero no Brasil, tem papel relevante como órgão de preservação de um acervo documental iconográfico que registra aspectos da história do nosso Estado e País e também parte do Mundo desde início do Século XX. Possui um acervo estimado em 45.000 peças entre postais e fotografias. Pela riqueza de informações contidas nesse acervo documental, este museu vem sendo constantemente consultado por estudiosos de várias áreas do conhecimento, visando uso de imagens, em trabalhos acadêmicos, publicações e outros.

Repórter: Quais ações são tomadas para a preservação do acervo?

Inventário do acervo, conservação preventiva (higienização ) e restauro, pesquisa do acervo, entre outras.

Repórter: Qual a média de visitação por ano?

A média de visitação é de 4.000 por ano. Tende a aumentar. Os picos de visitação são principalmente nos meses de julho e janeiro devido às férias e fluxo de turistas.

Repórter: Há Dados sobre o acervo?

Atualmente formado por cerca de 45.000 peças entre fotografias, postais e estampas que retratam imagens do início do século XX até meados do atual. Possui uma das coleções mais completas do país e único na categoria. A coleção é de valor histórico, artístico e documental, representado por fotógrafos e editores nacionais e estrageiros que representam não só a Bahia, mas outros Estados do Brasil e diversos países do mundo nas diversas temáticas.

Repórter: Poderia detalhar as Coleções?

A Coleção Bahia Antiga é formada por fotos e postais de aspectos arquitetônicos, urbanísticos,paisagísticos, antropológicos e sociológicos da capital e interior do Estado da Bahia, constituindo rica fonte de pesquisa. É a mais procurada e apresentada em exposição de longa duração: ‘Pelos Caminhos de Salvador’ e ‘Bahia Litoral e Sertão’. Alguns editores: Union Postale Universalle, Almeida e Irmãos, Tipografia Joaquim Ribeiro e CIA., além de fotógrafos como Rodolfo Lindemamann, Gustavo Miller e outros. Outras coleções: Belle Époque, Cidades brasileiras, Países, Estampas Eucalol.

Repórter: Qual a programação do museu, é mensal ou anual?

São realizadas no planejamento anual. Uma das ações prioritárias para todos os anos é a realização de exposições de curta duração. Visitas mediadas com agendamento prévio com as escolas, palestras, oficinas temáticas, exibição de filmes e outros.

O museu amplia sua ação cultural e educativa através do atendimento a pesquisadores, visitas monitoradas a grupos escolares e instituições afins, com agendamento prévio, e realização de exposições temáticas de curta duração, promovendo a interação com a comunidade através de programas educativos, ações multidisciplinares de dinamização.

Quem se interessar pode visitar o Museu Tempostal de terça a sexta, das 10h às 17h; sábado e domingo das 13h às 17h, a entrada: gratuita.

Localização: Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador/BA.
Contato: (71) 3117-6383

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s