Cientistas espanhóis e estonianos descobriram sinais da existência de antepassados extintos e anteriormente desconhecidos do Homo sapiens.
Essa população antiga “fantasma” foi identificada por meio de uma análise genética usando inteligência artificial, sendo ela parente de Neandertais e do hominídeo de Denisova, e também passou alguns genes para as pessoas modernas, relata o portal Science Alert.
Sabe-se que as pessoas da anatomia moderna deixaram a África há menos de 100 mil anos e se espalharam pela Eurásia, às vezes, cruzando-se com outras espécies do gênero Homo — Neandertais e do hominídeo de Denisova.
Cientistas conseguiram provar que o seu DNA é de fato encontrado em populações não africanas de humanos modernos. Ao mesmo tempo, eles não sabiam o número exato de introgressão genética e como isso influenciou os genes dos humanos modernos.
Em novo estudo, cientistas usaram métodos precisos para analisar genomas antigos e modernos para construir o padrão de uma introgressão genética mais provável correspondente a dados genéticos atuais. Assim, os pesquisadores descobriram que, além das populações de Neandertais e de hominídeos de Denisova, que contribuíram para o conjunto de genes dos humanos modernos, havia outra população que se tornou fonte para as populações humanas da Ásia e Oceania.
Segundo cientistas, essa população desconhecida consistia dos parentes mais próximos de Neandertais e de hominídeos de Denisova ou dos ancestrais que precocemente saíram da linhagem do hominídeo de Denisova.

Por: Sputnik Brasil

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