Os livros mais vendidos do mundo são os de romance, ficção e bibliografia de famosos, que pouco agregam ao conhecimento sociologico, político e científico de alguém. São obras que apesar de bem escritas, estão dentro do padrão da cultura de massa.

Mas existem aqueles livros que abordam aspectos mais técnicos, se aprofundam e investigam histórias, analisam, contam, contestam e explicam fatos, acontecimentos e o porquê de algo funcionar de certa forma, essas obras instigam o leitor a ter um pensamento crítico, e esses livros estão “em falta” no hábito de leitura das pessoas. De acordo com relatório da FNAC, 6 dos 10 livros mais vendidos pela empresa em 2018 são do gênero romance, ficção ou bibliografia.

Confira, alguns dos livros que deveriam ser leitura obrigatória para qualquer pessoa que quer adquirir conhecimento:

1) A guerra: A ascenção do PCC e o mundo do crime no Brasil.

Uma reportagem que mostra as falhas e ineficiência da segurança pública do Brasil, no livro há entrevistas e relatos de presos integrantes do PCC. Os autores tiveram acesso as cartas trocadas entre os integrantes e detalham o funcionamento das facções e diversas outras organizações criminosas, brigas, desentendimentos internos e externos, o jogo político que propiciou o desenvolvimento e expansão das facções no Brasil e exterior.

Segundo as investigações, o Primeiro Comando da Capital (PCC) conta com constituição própria e uma alternativa aos princípios franceses da Liberdade, Fraternidade e Igualdade. O livro inclusive ajudou o Ler Agora a desenvolver essa matéria.

2) Na pele de uma jihadista

O livro mostra o processo de recrutamento do Estado Islâmico, a forma como atuam nas redes sociais, as diferenças e as novas dificuldades impostas pelo grupo terrorista que foge do padrão”tradicional” adotado pelos demais grupos de terror.

A jornalista se passa por uma jovem insatisfeita com a vida, e conhece Bilel, braço direito de Abu Bark, líder do Estado Islâmico. No livro, ela narra as abordagens e ameaças que sofreu.

3) A vida imortal de Henrietta Lacks

O livro narra a história de uma descendente de escravos, nascida nos EUA. sua vida muda ao receber a notícia que tinha câncer, aos 30 anos.

No hospital em que fazia tratamento havia segregação racial, sem sua autorização, os médicos coletaram amostras de suas células cancerígenas e num golpe de sorte conseguiram um fato inédito, cultivar células em laboratório. As células possibilitaram a pesquisa e a cura de inúmeras doenças pelo mundo, muitos ficaram ricos, mas ela e sua família nunca receberam um centavo.

As células de Henrietta permitiram a criação e desenvolvimento de um novo ramo da ciência. Inúmeras células de milhões de pessoas já foram cultivadas em laboratório e nenhuma permance viva por muito tempo, o que impossibilita o desenvolvimento de pesquisas.

O caso de Henrietta motivou discussões sobre a ética médica no mundo ocidental.

4) Maus

O autor do livro, Art Spiegelman, entrevista seu pai, que ficou preso num campo de concentração nazista. Na obra, os judeus dão retratados como ratos, os nazistas como gatos e os poloneses como porcos.

A história é retratada por quadrinhos em preto e branco, mas se engana quem pensa que esse é um livro infanto-juvenil, Maus (rato em alemão, daí vem a caricatura dos judeus) de Art Spiegelman venceu o prêmio Pulitzer, sendo uma das obras em quadrinhos mais conceituadas da atualidade.

O livro retrata através da ótica de um sobrevivente como era viver no tempo das perseguiçõe e propagandas de ódio nazista, os perigos que passou, até o momento em que ele é levado para o campo de concentração em Auschwitz.

5) Brasil: Uma bibliografia
Lilia Schwarcz e Heloisa Starling fazem um traço sociológico do Brasil, o livro aborda os mais de 500 anos de história do país, mas também fica no cotidiano, na cultura popular, periféricos e nas minorias sociais. O pós-escrito das autoras aborda os últimos acontecimentos políticos do país.

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