Segundo informações da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi descoberto na Amazônia um “oceano subterrâneo”, 3,5 vezes maior que o aqüífero Guarani, as estimativas apontam 160 trilhões de metrôs cúbicos de água.

Essa água ocupa uma área que abrange os Estados do Pará, Amazonas, Acre e Amapá, perpassando pelas bacias do Marajó, Amazonas e Solimões, segundo o ABAS.

De acordo com os cientistas, esse aqüífero possui reservas hídricas de aproximadamente 162 mil quilômetros cúbicos. O Aquífero do Guarani, em comparação, tem 39 mil.

Nomeado de Sistema Aqüífero Grande Amazônia, os cientistas extimam que sua formação se iniciou a 135 milhões anos, no período cretáceo. Por ser um estudo relativamente novo, 10 anos, ainda não se sabe se a agua é potável, e todas as informações são tidas como preliminares.

Reprodução: FAMA

Segundo informações do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), o aqüifero tem abundância suficiente para abastecer o mundo por 250 anos. Para o professor do Instituto de Geociência da UFPA, Francisco Matos, é esse aqüífero que alimenta os rios da região, o qual também é abastecido pelas chuvas, “apesar da quantidade de água, atualmente ela não poderia ser transportada para abastecer o semiárido brasileiro, seriam necessárias obras faraônicas, por causa da distância”, declarou Matos.

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