Neozelandêses denunciam nas redes sociais que ao menos 3 terroristas estão desaparecidos. Atirador gravou e publicou vídeo no Facebook.

Nessa sexta-feira (15), a Nova Zelândia amanhece vítima de um ataque terrorista, que ocorreu contra duas mesquitas na cidade de Christchurch, o qual deixou 49 nove mulçumanos mortos e 48 feridos. No momento quatro pessoas são mantidas pela polícia sob custódia.

O comissário Mike Bush informou que das quatro pessoas sob custódia, “três são homens e uma é mulher”. Ainda segundo Bush o exército da Nova Zelândia desarmou bombas encontradas dentro dos carros dos terroristas.

Em rede de televisão a ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, declarou, “Muitos dos mulçumanos que foram diretamente afetados pelo tiroteio são migrantes e refugiados aqui, ‘eles são nós’. Quem praticou a violência não é”.

Pelo twitter Ardern afirmou, “esse é um ato de violência sem precedentes. Não tem lugar na Nova Zelândia”.

No vídeo, Ardern se pronuncia sobre o atentado: (em inglês)

Já o primeiro ministro da Austrália, Scott Morrison, informou que entre os custodiados há um australiano. Segundo informações da polícia, o mandante escreveu no Facebook um “livro” de 74 páginas em que prega uma nova sociedade chamada de “A grande substituta”.

Um dos terroristas

Refugiados e repercussão internacional

A Nova Zelândia abriga atualmente cerca de 1000 refugiados e segundo informação do governo local, o país se prepara para receber mais 500 pessoas a partir de julho de 2020.

Os representantes de países com maioria mulçumana, Malásia, Paquistão e Turquia, se manifestaram e condenaram os ataques ocorridos no país do pacífico.

O ministério das relações exteriores da Malásia informou que dois de seus cidadãos foram feridos no atentado, condenou os ataques a civis inocentes e espera que os terroristas sejam levados a justiça.

Recep Erdogan, presidente da Turquia, afirmou que os ataques evidenciam que a “islamofobia” está aumentando ao redor do mundo, ele acredita que novos ataques contra mulçumanos voltarão a acontecer.

Para Imran Kahn, premiê do Paquistão, o ataque reafirma a ideia, defendida por ele, de que o terrorismo não tem religião e precisa ser combatido.

A Nova Zelândia é um pequeno país localizado em duas ilhas da Oceania. Segundo informações do Banco Mundial, o país tem uma população de 4,794 milhões de pessoas. Os idiomas falados no país são o inglês e Maori.

Auckland

Auckland é a capital do país e concentra cerca de 31% da população, com 1,6 milhão de habitantes, de acordo com informações da Organização das Nações Unidas.

Segundo o Wikileaks, em manifesto, o assassino se descreve como um “ecofascista ideologicamente próximo de Oswald Mosley e inspirado por Anders Brevik, da Noruega”.

Cobertura da imprensa

A imprensa internacional está classificando o terrorista como “atirador” e “doente mental” (sem análise psicológica), evitando usar o termo terrorista e, enquadrando o ataque como um “ato de violência”. Por conta disso, varios usuários do Twitter, em todo o globo, criticam a postura da mídia.

Entre as críticas estão, “se você é mulçumanos, eles te chamam de terrorista, se não for, é apenas um atirador”, declarou Muhamma.

O perfil Kerrouche, diz que está esperando uma “mobilização dos líderes mundiais” para repudiar os ataques na Nova Zelândia, em referência ao que fizeram após o ocorrido na França anos atrás.

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