Segundo a ONU, a tragédia em Moçambique pode ser a pior já registrada no hemisfério sul.

Ciclone Idai atinge Moçambique na África, devasta Malaui e Zimbábue, deixa mais de 350 mil pessoas em situação de vulnerabilidade e alaga 50km do território moçambicano.

Segundo informações da DW, agência de notícias alemã, há cerca de 400 mil desabrigados e 90% da Beira, segunda maior cidade do país, foi destruída. Inicialmente o governo moçambicano informou que cerca de 200 pessoas morreram no país, mas, no dia 16/03, o presidente Filipe Nyusi disse que os mortos podem passar de mil.

A ONU enviou 20 milhões de dólares para auxiliar a acudir as vítimas. Outras organizações internacionais, como o Programa Alimentar Mundial (PAM), UNICEF e Cruz Vermelha, estão mobilizadas para conseguir medicamentos, cobertores, tendas e alimentos para os moçambicanos. De acordo com informações do governo de Moçambique cerca de 1,6 milhão de pessoas estão desabrigadas, mas as informações não são precisas e diferem entre as instituições.

A Marinha portuguesa mobilizou um esquadrão de fuzileiros, que integram a Força de Reação Imediata, para auxiliar as vitimas do ciclone Idai, o grupo é integrado ainda por duas equipes do exército e um avião C-130 da força aérea.

Imagens tiradas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, mostram o distrito de Buzi devastado pelas águas. Equipes de buscam atuam na área com o apoio das Nações Unidas.

Segundo a Cruz Vermelha, a maior preocupação no aspecto da saúde da população é o risco de contração da malária.

Moçambique é um país localizado à leste do continente africano, é um dos poucos países que falam a lingua portuguesa, faz fronteira com a África do Sul. Beira tem cerca de 540 mil habitantes, em entrevista ao G1, um brasileiro que passava pelo local, no momento do ciclone, relatou que a cidade está “jogada a própria sorte”.

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