Para não cometer crime de responsabilidade, que tornaria possível o impeachment, o presidente Jair Bolsonaro poderá ficar refém do poder legislativo até o final do seu mandato. O executivo precisa aprovar R$ 248 bilhões em crédito suplementar para honrar aposentadorias e assistência à brasileiros carentes.

Para aprovar o crédito e não dar calote ou cometer crime de responsabilidade (como fez Dilma), o Planalto precisa que 257 deputados e 41 senadores votem a favor (maioria nas duas casas). Beneficiários do Bolsa Família e do INSS também estão sob risco de calote, a partir de julho.

Segundo o Estadão, a equipe econômica avalia a possibilidade de substituir despesas condicionadas ao aval do Congresso. A ideia seria apertar despesas discricionárias, para não sacrificar repasses obrigatórios. Mas o governo vai aguardar e apostar no “bom senso” do Congresso.

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