O deputado Hildo Rocha (MDB-MA), relator do texto enviado pelo governo federal pedindo um crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões para não atrasar pagamento de benefícios sociais e aposentadorias, resiste à dar o aval para o endividamento adicional.

Com o impasse, a equipe do executivo estuda outras formas de garantir os pagamentos sem infringir a “regra de ouro”, uma decisão deve ser tomada até a primeira semana de junho.

Se o governo quitar as despesas através da emissão de créditos sem a permissão do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro fica exposta a possibilidade de sofrer impeachment, por crime de responsabilidade fiscal. Outra possibilidade é dar calote nos pagamentos por conta da demora da votação.

Dentre os prejudicados estão, pessoas que recebem benefícios do BPC, como idosos e deficientes com baixa renda. Também seriam prejudicadas pessoas dependentes do Bolsa Família, aposentados e pensionistas do INSS.

Rocha diz que está esperando que a equipe econômica do governo forneça informações do tamanho do buraco da regra de ouro, até dia 29 de maio, para que então ele possa tomar uma decisão.

Anúncios