As cobranças por informação da deputada Janaina Paschoal, ontem (11), manifesta um possível desespero da direita em relação à Glenn Greenwald, editor chefe do Intercept. Pela primeira vez desde o impeachment de Dilma, a esquerda volta a dar as cartas no jogo político que se desenvolve a séculos no Brasil.

Greenwald detém as informações cruciais para a manutenção do poder ou quem sabe, a depender do volume dos documentos, a sua queda. Ele escolhe quando informa, sobre o que informa, o quanto informa e como informa. Isso explica, nas entrelinhas, o destempero de Janaina Paschoal.

Se não bastasse, o silêncio ronda o Palácio do Planalto, mais de 48h após os primeiros vazamentos, o presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou sobre o assunto. Pelo contrário, Bolsonaro e seu ministro da Justiça abandonaram duas coletivas ao serem questionados sobre a “VazaJato”.

Quais serão os próximos passos? Greenwald é quem dirá. Ninguém sabe as informações que ele tem em mãos. Algo, possivelmente, virá antes do dia 19, dia que Moro irá ao Senado dar explicações.

O ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowisk e Gilmar Mendes se mobilizam para soltar o ex-presidente Lula, réu em dez investigações da Justiça Federal.

Por outro lado, se for comprovado a suposta farsa, tese levantada pela direita, incluso os filhos de Bolsonaro, sobre uma tentativa do PSOL e Greenwald de derrubar o governo, ou, ao menos prejudicar a aprovação da previdência e de quebra livrar alguns corruptos comprovados e metidos em esquemas de corrupção da cadeia, poderá ser esta a maior conspiração a dar errado em tempos recentes da política tupiniquim.

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, criticou a “euforia que tomou seus corruptos e parceiros e disse que é necessário ter cuidado para que o “crime não compense”. Em entrevista à Globo ele afirmou, “Todo mundo sabe, no caso da Lava Jato, que as diretorias da Petrobras foram loteadas entre partidos com metas percentuais de desvios. Fato demonstrado, tem confissão, devolução de dinheiro, balanço da Petrobras, tem acordo que a Petrobras teve que fazer nos EUA”.

Se Moro e demais procuradores forem declarados culpados e a operação Lava Jato for anulada, não há muito o que comemorar, criminosos comprovados ganharão sua sonhada liberdade.

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