Num dos trechos das conversas entre o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, publicadas integralmente nesta quinta-feira (13), pelo Intercept, Deltan afirma que 373 políticos brasileiros e estrangeiros foram possivelmente “comprados” pela Odebrecht e pede sigilo nas informações.

Na conversa do dia 15 de dezembro de 2016, Deltan inicia a conversa:

“Caro, favor não passar pra frente:”

Deltan: “Odebrecht (favor manter aqui): 9 presidentes (1 em exercício), 29 ministros (8 em exercício), 3 secretários federais, 34 senadores (21 em exercício), 82 deputados (41 em exercício), 63 governadores (11 em exercício), 17 deputados estaduais, 88 prefeitos e 15 vereadores“.

Deltan: “62 deputados/senadores em exercício. Com governadores dá 73“.

Deltan: “301 políticos na relação, mais 72 políticos estrangeiros”.

Deltan: “brasileiros são políticos por cargo que OCUPA, OCUPOU OU PARA O QUAL SE CANDIDATOU”.


Deltan: “por isso os 9 presidentes”


Moro: “Tudo isso corrupção e lavagem ou muitos casos de cx2?”.


Deltan: “Para dizer, teria que olhar um a um. Não temos esse levantamento ainda. Intuitivamente, com base nas leituras e análises: 30% claramente propina: eles e nós reconhecemos 40% zona cinzenta: depende de diligências ou análises 30% claramente caixa 2 e nós concordamos”.


Deltan: “As doações via caixa 1 sem indícios de contrapartida não entram nisso. Ficam fora”.


Moro: “Opinião: melhor ficar com os 30 por cento iniciais. Muitos inimigos e que transcendem a capacidade institucional do mp e judiciário”.
Moro: “Reservado obviamente”.


Deltan: “joinha”.

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