A brasileira e fotógrafa, Gabriela Monteiro, fez uma visita ao campo de concentração de Auschwitz, pertencente ao Complexo Birkenau, na Polônia e relata em publicação do Facebook a insensibilidade dos visitantes que “sorriem” para tirar fotos, sem entender o significado do local, “mais parecem estar num parque de diversões”. Ela compartilhou suas impressões e fotografias na noite desta sexta-feira (21), em um grupo do Facebook.

Monteiro relata que apesar das construções, como a Câmara de gás e os fornos onde os judeus, ciganos e os próprios poloneses eram queimados vivos pelos nazistas, o que mais a entristece é o sorriso no rosto das pessoas.

De acordo com fontes históricas, cerca de 1 milhão de judeus foram levados a Auschwitz – Birkenau, dos quais apenas 7 mil sobreviveram após serem obrigados a participarem da “marcha da morte”.

Na marcha da morte, feita pouco antes da vitória dos Aliados, muitos dos sobreviventes morreram. Os judeus foram obrigados a andar por milhares de quilômetros no inverno, caminhando sobre o gelo, sem comida e água ou mesmo descanso.

Os nazistas criaram Auschwitz II e Auschwitz III, o último contava com mais 45 campos de concentração “satélites”. O número exato de vítimas é desconhecido.

Outra “curiosidade” é que os nazistas obrigavam os judeus a matarem seus pares. Separados por grupos, alguns ficavam responsáveis pelo funcionamento das câmaras de gás, pelos fornos ou por realizar experimentos científicos em outros prisioneiros, acompanhados, neste caso, por cientistas nazistas.

Confira o relato completo:

📍Auschwitz , English below⤵️ Hoje tirei o dia completo para visitar os campos de concentraçao de Auschwitz, onde milhares de judeus foram abatidos a mando de Adolf Hitler. Os ultimos prisioneiros foram libertados em 1945, por Russos e Americanos. Apesar de sairem com vida, os danos fisicos/mentais que adquiriram jamais seriam esquecidos. O campo esta dividio por 2: Auschwitz ll Birkenau e Auschwitz l Memorial, onde podemos ver obejtos pessoais como: óculos, malas, roupa, sapatos e inclusive cabelo dos prisioneiros . Para a visita, reserve um dia completo, obtamos por um tour que nos levava/trazia dos campos e um guia que nao nos acompanhava mas nos dava informacoes úteis. . 🇬🇧Today was the day that I visit the concentration camps of Auschwitz. That was a special moment for me, I never thought that one day I was here. 😔 The camps are dividided for 2: Auschwitz ll Birkenau and Auschwitz l museum. It’s so sad see things like personal objects that were leaved behind: suitcases, glasses, shoes…

Uma publicação compartilhada por Gaby Monteiro 💃🏽 (@mybrazilianpassport) em

“Estou em Cracóvia, na Polônia e hoje visitei os campos de concentração de Auschwitz.

Há várias maneiras de conhecer os campos, por tour ou por conta própria; nós fechamos um tour por €24 por pessoa, que incluía: ida/volta do centro de Cracóvia, livro informativo e um guia que não nos acompanhava, mas dava algumas dicas antes de nos deixar nos pontos principais. Reserve com antecedência.

O clima é pesado, mas ainda assim o que nos entristeceu é ver pessoas que mais pareciam estar em um parque de diversões; inclusive crianças (eu jamais levaria uma criança em um lugar assim).

No memorial, podemos ver objetos pessoais que foram deixados para trás como: óculos, roupas, sapatos, malas e inclusive cabelo.

Os últimos prisioneiros, foram libertados em 1945, cerca de 7 mil, por Russos, Americanos e outros. Apesar de saírem com vida, alguns dos danos físicos e mentais que adquiriran foram eternos.

Para a visita, tire um dia completo, pois geralmente você precisa de mais ou menos 2h em cada campo, mais 1h30 cada trecho de ida/volta.

Não deixe de visitar Auschwitz jamais, é realmente muito triste saber e ver tudo que estas pessoas sofreram; a tristeza nos olhos de cada foto registrada, de cada criança, […] é indiscutível”.

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