O jornalista Paulo Henrique Amorim, âncora do Domingo Espetacular, da TV Record, foi afastado na segunda-feira (24) por se manifestar politicamente de forma crítica ao governo do presidente Jair Bolsonaro. O profissional passou 14 anos à frente do programa, seu contrato com a emissora termina em 2021.

Em nota, a emissora afirma que Amorim permanece no quadro de funcionários “para novos projetos”.

Este não é o primeiro caso de afastamento de jornalistas por críticas aos posicionamentos do governo. Marco Antônio Vila foi afastado da Jovem Pan há alguns meses e a jornalista Raquel Scheherazade, do SBT, teve sua demissão cobrada por empresário apoiador de Bolsonaro na semana passada.

Jornalistas pró-governo são exaltados e os de oposição execrados. Democracia não admite censura, admite debate e pluralidade de pensamentos.

Posicionamento político de jornalistas não significa manipulação, desde que baseado por dados e documentos, mas, é necessário dar voz ao pensamento diferente.

O próprio Ler Agora sofre “ataques” de extremistas políticos, pró-esquerda e pró-direita, apesar de não emitir opinião nas matérias, por algo que eles próprios consideram negativo.

A luta pela liberdade de expressão não tem lado político, prova recente disso é o site pró-governo, O Antagonista, que teve a sua revista Crusoé censurada por publicar uma reportagem sobre Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal.

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