Em pronunciamento à rede de televisão estatal, o presidente em exercício, General Hamilton Mourão, afirmou hoje (28) que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul é “uma grande vitória” do governo Bolsonaro pois não é “fácil” juntar países com diferentes interesses.

O acordo Mercosul e UE vem sendo desenvolvido desde 1999 e foi concretizado nesta sexta-feira, em Bruxelas, pelo Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

Confira o pronunciamento de Mourão:

Além do vice e base de apoio ao governo, outros nomes como a Secretária das Relações Federativas e Internacionais, Ana Amélia Lemos, que acompanhou as negociações nas últimas décadas, se mostram simpáticos ao acordo, “é a melhor notícia para o governo Bolsonaro”.

Mas apesar do otimismo, Lemos também prega cautela, “Resta saber como setores sensíveis como vinhos e espumantes, laticínios, sucos, grãos, carnes e outros produtos brasileiros, serão tratados nesse livre comércio entre Mercosul e União Europeia”.

O Itamaraty classificou o pacto como “histórico”, “que contribuirá para o esforço de abertura e competitividade da economia brasileira com o objetivo de fazer o país retomar o caminho do crescimento dinâmico e sustentado”.

Por outro lado, o senador Roberto Requião (MDB-PR), vê o acordo como prejudicial para a economia brasileira, pois “pode ser a pá de cal no nosso desenvolvimento industrial e soberania. Ainda mais pilotado pelo chanceler Araújo”.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), fez birra no Twitter, ignorou os aspectos técnicos do pacto e disse que o presidente Jair Bolsonaro é “hipócrita” pois hoje comemora o acordo entre Mercosul e UE e “defendia até outro dia a extinção do Mercosul”.

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