O editor-chefe do Intercept, Gleen Greenwald, vem sendo alvo de ataques após ter publicado, na madrugada de hoje (29), um tuite atribuindo diálogos do procurador Ângelo Augusto Costa ao procurador Angelo Goulart Villela, e posteriormente ter corrigido a informação que classificou como “erro de edição”.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, alvo dos supostos diálogos, se valeu do erro de edição de texto para pôr em dúvida a veracidade do conteúdo da reportagem apelidada de “Vaza Jato”.

Questionado pelos leitores, jornalistas e políticos sobre o erro de transcrição dos supostos diálogos, Greenwald respondeu que, “todos os jornalistas cometem erros: os honestos os corrigem, e os divulgadores do Fake News não. Nós cometemos um erro ao colocar os bate-papos no formato online porque havia dois Angelos. Nós o corrigimos antes de ser publicado quando detectado por nossa checagem de fatos”.

O ministro se valeu do erro, que foi corrigido antes da publicação da matéria, para dizer que, “a matéria do site, se fosse verdadeira, não passaria de supostas fofocas de procuradores, a maioria de fora da Lava Jato. Houve trocas de nomes e datas pelo próprio site que as publicou”.

E completou:

“Isso só reforça que as mensagens não são autênticas e que são passíveis de adulteração. O que se tem é um balão vazio, cheio de nada. Até quando a honra e a privacidade de agentes da lei vão ser violadas com o propósito de anular condenações e impedir investigações contra corrupção”.

Dentre as inúmeras críticas ao Intercept, alguns leitores também apontaram que erros de transcrição, posteriormente corrigidos, não invalidam o conteúdo do material original.

O senador Humberto Costa (PT-PE), investigado pela Lava Jato, criticou a postura de Moro, “adulteração foi o que fez com os processos sob sua responsabilidade. Até mesmo os procuradores que você coordenava foram críticos à sua atuação política, atentatória ao Estado de Direito. Essa é a razão das suas filigranas verborrágicas, que só tergiversam, mas não negam fatos”.

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