O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participa de audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (2), para explicar as conversas vazadas pelo Intercept, que comprometem sua atuação e do procurador Deltan Dellagnol na Lava Jato. Apesar de não reconhecer as mensagens, ele diz que não há ilegalidade nos trechos divulgados e que é “comum juízes e procuradores trocarem informações” sobre casos em andamento.

Para o ministro, o principal objetivo de “quem está por trás dessas informações é invalidar decisões da Lava Jato e impedir novas investigações”.

O deputado José Guimarães (PT-CE), apresentou uma declaração para que Moro entregue seu celular para a CCJ ou “algum órgão de investigação” para que “a verdade seja esclarecida”, dessa forma, Moro estaria “dando demonstração ética e de compromisso com a verdade”.

Durante seu tempo de fala, Guimarães questionou o andamento das investigações do “caso Queiroz” e sobre quem mandou matar a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco.

Moro apenas respondeu que “as mensagens podem ter sido adulteradas parcial ou totalmente”.

O deputado Felipe Barros partiu em defesa de Moro ao dizer que “denunciados, réus e amigos” da Lava Jato interrogam “Sabe o que eles querem? Querem anular a Lava Jato, não responder pelos crimes, inocentar os réus, soltar o Lula”.

Acompanhe a audiência ao vivo:

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