A revista Veja, em parceria com o site Intercept, publicou novos trechos dos supostos diálogos que comprometem a atuação do então juiz Sérgio Moro na Lava Jato. Dessa vez, o ministro informa ao procurador Deltan Dellagnol, chefe da força-tarefa da operação, que faltava uma informação na denúncia de Zwi Skornicki representante do estaleiro Kappel Fels que pagou propinas à ex-funcionários da Petrobras. A informação foi incluida no dia seguinte.

De acordo com Veja, os diálogos podem anular sentenças já proferidas e “enfraquecem a imagem de correção absoluta do atual ministro de [presidente] Jair Bolsonaro”. Os jornalistas da revisa analisaram mais de 640 mil mensagens, as quais revelam que dentre as irregularidades, Moro supostamente omitiu uma prova do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, para manter os casos da Lava Jato em Curitiba.

Dentre as mensagens que revelam a intenção de manter o controle total sobre os casos da Lava Jato, estão as que remetem a prisão de Flávio David Barra, na Operação Radioatividade, por realizar pagamentos de próprias a empreiteiras. A defesa de Barra pediu a Teori que remetesse o caso para Brasília, pois Moro não teria competência para julgá-lo por haver indícios de “envolvimentos com parlamentares”.

Teori cobrou explicações de Moro, que afirmou há época não ter conhecimento de envolvimento com parlamentares. Ainda assim, o ministro indefere as investigações e força o ex-juiz a remeter o caso para Brasília. Entretanto, como manobra para não perder o controle da Operação Radioatividade, Moro pediu para que a delegada Erika Marena não protocolasse uma planilha, encontrada com Barra, com registro de pagamentos a diversos políticos.

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