Em entrevista ao Sul21, nesta segunda-feira (8), o ex-presidente Lula afirma que apesar de não participar mais das decisões da Cúpula do partido, o PT sempre estará no “páreo nas eleições”, e não é “Maria vai com as outras. Se tiver uma denúncia não troca de nome”, em referência ao PMDB que alterou o nome do partido para MDB.

Questionado se ele comanda o PT de dentro da penitenciária, Lula, com a voz embargada, diz que “todo mundo vai ouvir o Lula, mas todo mundo faz o que quer depois. Eu me considero uma pessoa importante para o PT, dediquei minha vida para construir esse partido, mas, obviamente quem está preso não participa mais das decisões, às vezes eu recebo um pendrive com reuniões de três dias atrás, obviamente as decisões já estão tomadas”.

O ex-presidente também afirmou, enquanto dava murros na mesa, acreditar “que o Brasil não precisa de gente medíocre para governar o país […], ‘ah vai tomar cuidado com o Bolsonaro’, não tem que ter medo de Bolsonaro coisa nenhuma, porque uma das metas dele é destruir a esquerda. A esquerda precisa combater Bolsonaro, o que está por trás dele é muito pior que eu” (sic).

E completou:

“Se o povo demorar muito para acordar e lutar contra a venda do país, esse país pode se apequenar”. Lula também disse que Moro é “mentiroso” e que “acredito que vou vencer essa parada”. “Se alguém gritar com você, não baixe a cabeça, se alguém te provocar […], esse cara não presta”.

Ao finalizar a entrevista, o condenado pela Lava Jato disse, “se preso eu incomodo muita gente, solto eu vou incomodar muito mais, pois é isso que eu quero fazer para recuperar o Brasil”.

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