O jornalista Glenn Greenwald participa nesta quinta-feira (11) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), no Senado, para debater o vazamento de conversas de membros da força-tarefa da Lava-Jato. O membro do The Incerpt Brasil destacou que não irá recuar de seu trabalho.

“Não temos medo nenhum”, afirma Greenwald sobre uma possível investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre seus dados.

Segundo Greenwald, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, recusou negar a existência de uma investigação do Coaf porque gostaria de deixar os jornalistas do Incerpt “com medo”. Ele também ressaltou que há um movimento global para “criminalizar o jornalismo e jornalistas”.

O subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, solicitou, via medida cautelar, que o Coaf

suspensa uma investição sobre Greenwald, caso ela exista.

Lembrando o caso de Edward Snowden, que vazou documentos secretos mostrando a dimensão da operação de espionagem dos Estados Unidos, Greenwald ressaltou que o então procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, negou qualquer ação para publicar ou perseguir os jornalistas envolvidos na publicação.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o cientista político e professor da Universidade Veiga de Almeida Guilherme Carvalhido afirma que a investigação é “possível represália” contra o trabalho Greenwald. Carvalhido ressalta que caso não exista um processo contra o jornalista do Intercept, o objetivo é “uma intervenção direta para tentar calar ou reduzir a atividade jornalística dessas pessoas. Infelizmente isso é muito comum no Brasil e em várias partes do mundo”.

https://youtu.be/Gx9hS7Mz_QQ

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