Contrariando o posicionamento público do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), o Ministério Público Federal (MPF) concluiu que o corpo de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi incinerado em usina de açúcar, no Rio de Janeiro.

O processo de investigação de crimes cometidos pela ditadura durou oito anos e foi publicado ontem (31). Os resultados se baseiam em duas mil páginas de documentos, áudios, vídeos e depoimentos. Dentre os relatos, está o do ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Cláudio Guerra.

De acordo com o ex-delegado, Cruz foi levado a Casa da Morte e depois transladado para a usina de açúcar Cambaíba. “Segundo o relato confessional de Cláudio Antonio Guerra, em algum momento, movido pela curiosidade, ele abria os sacos para ver os corpos (tendo observado que a um deles faltava o braço direito) e que, posteriormente, ao ver publicação de notícias e fotos dos desaparecidos, foi possível saber a identidade dos corpos […] “, informa o MPF.

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