“Com nois já não tem diálogo, não, mano. Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não. Esse Moro aí, esse cara é um filha da puta, mano. Esse cara aí é um filha da puta mesmo, mano. Ele veio pra atrasar”, reclama traficante sobre a política de combate ao crime do novo governo.

A operação Cravada, da Polícia Federal (PF), interceptou conversas entre traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que reclamam do isolamento dos líderes nos presídios. Em uma das interceptações, um líder da facção critica o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e afirma que tinha um “diálogo cabuloso” com o PT.

O relatório da PF, fruto das investigações telefónicas, revelou que a facção tem envolvimento com partidos políticos, “o que nesse momento não está dentro dos objetivos da investigação e, semelhante a questão de corrupção de agentes públicos, temos a necessidade de encerrar a chamada fase sigilosa da investigação”.

De acordo com o livro reportagem “A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”, uma liderança da facção se encontrou, em Brasília, com o presidente eleito em 2002. A investigação da Polícia Federal reforça a informação contida no livro.

Trecho de documento da investigação da PF

*Matéria atualizada às 12h24 para acréscimo de imagem

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