O ministro da pasta Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, único cientista a ocupar um cargo no alto escalão do governo, declarou ontem (9) que o aumento de 278% do desmatamento em julho, comparado com o mês o período de 2018, não provoca “estranheza”. Os dados são colhidos e divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ao explicar porque considera o número normal, o ministro afirmou que é costumeiro ter aumento de desmatamento no meio do ano, entretanto, os dados comparam o desmatamento de julho de 2019 com o do mesmo período do ano anterior (julho 2018) e não com os meses primeiros meses de 2019.

“Se você olhar dados do Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) ao longo de vários anos, você vai ver que ele funciona de uma forma cíclica, e no meio do ano é normal ter um aumento destes dados. Então, não tem nada de estranheza”, explica Pontes.

De acordo com pesquisas realizadas pelo Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmósfera da Amazônia, apesar da Floresta não poder ser considerada o “pulmão do mundo”, ela é responsável por combater parte do aquecimento global ao liberar mais oxigênio que gás carbônico à atmosfera. O bioma ocupa cerca de 7% da área terrestre do planeta.

Anúncios