Bruno D., ex-membro da organização paramilitar dos nazistas (SS), atualmente com 92 anos, será julgado pela Justiça alemã em outubro por ser cúmplice nas mortes de 5.230 prisioneiros no campo de concentração Stutthof, na Polônia.

De acordo com o porta-voz da promotoria de Hamburgo, Bruno fez parte da “máquina de assassinatos em massa” como guarda da SS, quando tinha aproximadamente 17 anos, fato relatado pelo próprio réu. De acordo com os promotores, este será um dos últimos julgamentos dos crimes nazistas da II guerra.

O ex-guarda da SS se defendeu das acusações, afirmou que não é nazista e foi designado como guarda do batalhão que operava no campo de concentração por ter um problema no coração. De acordo com o promotor, o réu acreditava que poderia sobreviver se apenas cumprisse as ordens dos superiores (entre ordens, matar judeus).

De acordo com o Die Welt, o réu disse em seu depoimento que “eu sabia que eram judeus e não cometeram crimes, que estavam lá apenas por serem judeus. E, eles tinham o mesmo direito de viver e trabalhar livremente como qualquer outra pessoa”.

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