Baiana com risco de desenvolver câncer denuncia descaso do Planserv

 Baiana com risco de desenvolver câncer denuncia descaso do Planserv

A área da Saúde do estado da Bahia enfrenta problemas, mas segundo Rui Costa (PT), governador do Estado, o setor está “melhorando”

O Planserv, que atende 520 mil baianos, até o momento deixou de oferecer atendimento em 18 especialidades como cirurgia de cabeça, cirurgia vascular e cirurgia geral. Os médicos querem renegociar os valores dos atendimentos e procedimentos, de acordo com o Sindicato dos Médicos (Sindmed).

As limitações que atingem o Planserv, abrangem também o número de consultas e exames solicitados pelos beneficiários. Fato esse, que segundo a baiana Isadora Costa, impede que sua mãe, Juvenília Costa, uma senhora de 74 anos diagnosticada com alto risco de desenvolver câncer de tireoide, possa realizar exame de prevenção.

Segundo denuncia ao Ler Agora, a cidade de Macarani, onde a mãe mora, “não tem clínicas ou hospitais”, para buscar atendimento elas precisam se deslocar para Vitória da Conquista (BA). Após percorrerem 144 km, que equivale a 2h30 de viagem, mãe e filha foram barradas no Hospital de Clínicas de Vitória da Conquista.

Isadora conta que há cerca de 3 meses “está correndo atrás” de um exame de ultrassom com doppler para a mãe, mas a justificativa do Planserv para barrar sua mãe na porta do hospital “foi que o relatório não tinha os dados dela [de Juvenília] então precisava de outro, adicionamos aí mais uma viagem. O estado até hoje não me deu resposta”.

Ela afirma que apesar das novas limitações impostas ao plano, “se tem um relatório médico com pedido de urgência, temos que tentar”. Nesta segunda-feira (5), quase dois meses após a realização da entrevista, o Planserv não “deu resposta”. Isadora relata que está em contato com um advogado para tentar resolver a situação.

O Planserv informou que consultas e exames tem um prazo de validade e dentro desse período não é possível marcar novos exames ou consultas, entretanto o prazo não é determinante, a depender da gravidade do enfermo exceções podem ser abertas.

Tiago Lopes

Sou Jornalista, formado no início de 2020. Mantenho o Ler Agora desde dezembro de 2018. Escrevo sobre política. Siga no Twitter: @tiagolopes_jorn

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