Brasil se abstém de votação na ONU contra discriminação de mulheres e meninas

 Brasil se abstém de votação na ONU contra discriminação de mulheres e meninas
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O governo Bolsonaro se absteve da votação de um relatório no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, nesta sexta-feira (17), sobre discriminação contra mulheres e meninas. A informação é da Folha.

Proposto pelo México, o relatório busca consignar parâmetros para acabar com o preconceito. Dessa forma, os Estados devem buscar soluções, o que inclui possíveis impactos da pandemia de Covid-19 sobre as mulheres.

Na fase de negociações, a representação brasileira alinhou-se a nações ultraconservadoras como Egito, Paquistão e Arábia Saudita. O Brasil sugeriu mudanças ao texto em conjunto com esses países —mas durante a votação de emendas preferiu se abster, diz o jornal.

Rússia, Egito e Arábia Saudita sugeriram cinco emendas ao relatório final. Elas suprimiriam as orientações para que os países reconheçam jovens defensoras de direitos humanos, promovam a educação sexual universal, garantam os direitos reprodutivos, assim como o acesso aos serviços e à informação sobre saúde sexual e reprodutiva durante a pandemia do novo coronavírus. Nenhuma destas medidas foi aprovada pela maioria dos países, no entanto o Brasil se absteve da votação.

Tiago Lopes

Sou Jornalista, formado no início de 2020. Mantenho o Ler Agora desde dezembro de 2018. Escrevo sobre política. Siga no Twitter: @tiagolopes_jorn

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