Macron é alvo de protestos por defender charges sobre Maomé

 Macron é alvo de protestos por defender charges sobre Maomé
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Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Bangladesh, nesta terça-feira (27), para protestar contra o presidente da França, Emmanuel Macron, após ele defender o publicação de charges de teor crítico ao profeta Maomé. A informação é da Revista Istoé.

Nos últimos anos, franceses foram mortos após críticas ao Islã. Desde o atentado contra jornalistas do jornal Charlie Hebdo até a morte de um professor, decapitado, nos últimos dias, após fazer uma crítica ao profeta durante uma aula.

Os manifestantes, incomodados com ações políticas internas da França após o atentado contra o professor, pediam o boicote aos produtos franceses em países muçulmanos ao mesmo tempo em que queimavam imagens com o rosto de Macron.

A marcha foi organizada pelo partido Islamitas e reuniu cerca de 40 mil pessoas, segundo estimativa da polícia local. Os manifestantes foram barrados antes de chegarem na embaixada francesa em Dacca.

“Se olharmos com atenção aos países que estão polarizando o assunto são países bem conhecidos por seu apoio a alguma forma de islã político: Turquia, Catar, Paquistão e Irã. A reação dos islamistas protestando pela publicação das caricaturas que zombam de Maomé, sem mostrar a menor empatia pela decapitação de um professor de História que só fazia seu trabalho, diz muito sobre a crise que enfrentamos”, diz Elham Manea, professora adjunta da Universidade de Zurique. “Esses países parecem estar apostando em um confronto, um choque de civilizações, já que o islã político em que se apoiam se baseia nessa visão do mundo”, acrescenta a acadêmica em uma troca de mensagens com o EL PAÍS.

Tiago Lopes

Sou Jornalista, formado no início de 2020. Mantenho o Ler Agora desde dezembro de 2018. Escrevo sobre política. Siga no Twitter: @tiagolopes_jorn

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