Medo de distúrbios civis ronda as eleições dos EUA

 Medo de distúrbios civis ronda as eleições dos EUA

A tensão política fomentada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao negar dizer se sairá pacificamente do Poder em caso de derrota, juntamente com extremistas de direita que o apoiam, têm causado expectativas de violência e confrontos após a eleição presidencial.

Um dia antes dos eleitores irem às urnas, nesta terça-feira (3), prédios e estabelecimentos amanheceram com tapumes e barricadas de proteção na capital do país, Washington. Vídeos divulgados na internet registram a situação.

Com o recorde de mais de 90 milhões de votos por correio, a demora na contagem das cédulas e a indefinição sobre o próximo presidente eleito dos EUA podem aumentar ainda mais as tensões. Trump, inclusive, segundo assessores estaria se preparando para declarar vitória prematura mesmo que o resultado final do pleito dependa de milhões de votos não contabilizados. Trump nega a história.

No último sábado (31), apoiadores de Trump, armados, fizeram uma “emboscada” contra uma comitiva de Joe Biden, candidato à presidência. O ato ganhou o apoio de Trump: “na minha opinião, esses patriotas não fizeram nada de errado. Em vez disso, o FBI e a Justiça deveriam estar investigando os terroristas, anarquistas e agitadores dos antifas”, escreveu, nas redes sociais.

Trump também divulgou um vídeo do incidente e escreveu na legenda que “eu amo o Texas”.

Vale ressaltar também que a rede de supermercados Walmart, com receio de possíveis distúrbios civis, chegou a retirar equipamentos militares das suas lojas.

Tiago Lopes

Sou Jornalista, formado no início de 2020. Mantenho o Ler Agora desde dezembro de 2018. Escrevo sobre política. Siga no Twitter: @tiagolopes_jorn

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