Na contramão do mundo, Bolsonaro só mostrou ser mau exemplo [artigo]

 Na contramão do mundo, Bolsonaro só mostrou ser mau exemplo [artigo]

Na noite de terça (24) tivemos o pronunciamento oficial do Presidente Jair Bolsonaro. Como líder de uma nação, era de se esperar um posicionamento de responsabilidade, com sugestões eficientes e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


O pronunciamento iniciou com Bolsonaro vangloriando a “luta” que o governo teve para buscar os brasileiros em Wuhan, na China, cidade cujos seus aeroportos, estações ferroviárias e estradas permanecem fechadas desde o dia 23 de janeiro como medida de contenção do coronavírus, uma ação que funcionou diante dos atuais resultados positivos. A cidade finalizará o período de contenção no dia 8 de abril.


Ao prosseguir com seu discurso, Bolsonaro parabenizou o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, pelas ações de esclarecimento e preparação do SUS para atender as possíveis vítimas do COVID-19. Por outro lado, não deixou de fazer o seu infortúnio discurso contra os profissionais de comunicação culpando-os por espalhar histeria, além de minimizar com falsas informações o grande número de mortos na Itália.


Apesar do grupo de risco incluir pessoas acima de 60 anos, a Itália soma 60 mortes entre 30 a 49 anos de idade e 191 mortes na faixa etária de 50 a 59 anos, segundo o Instituto Nacional de Saúde da Itália. O que comprova que o vírus não mata apenas idoso, ainda que estes sejam a grande maioria de mortos no país – e idosos não são descartáveis. É importante salientar que a Agência de Proteção Civil italiana alegou que a quantidade de mortos pelo coronavírus pode ser dez vezes maior do que se apresenta oficialmente.


O número de mortos na Itália se dá graças ao alto índice de idosos e ao desrespeito para com a quarentena, coisa que Bolsonaro tem sugerido diante da “gripezinha” segundo o próprio presidente.


Bolsonaro aconselha que voltemos à normalidade, algo totalmente fora de questão, haja vista que grande parte das campanhas de empresas, bancos e serviços públicos recomendam que permaneçamos em casa.

Justamente para evitar aglomerações e que evitemos ser usados como vetor do vírus e acabemos atingindo a população de risco confinada em casa. Mas a preocupação para com economia do país parece ser inferior à saúde pública, se levarmos em conta o seu discurso.


Enquanto países do mundo inteiro se mobilizam para conter os cidadãos em casa, o líder da nação brasileira parece correr na contramão diante de uma Pandemia que não deve ser subestimada por ninguém.

Governadores e prefeitos de todo o estado do Brasil têm tomado medidas para conter o vírus, ações que foram criticadas por Bolsonaro em seu infeliz pronunciamento.


Os efeitos do coronavírus têm atingido grades televisivas, como o caso da Rede Globo, que parou as gravações de suas novelas, estendeu o tempo dos telejornais para trazer mais informação. Algo que nesse momento é o que mais precisamos e isso inclui o próprio presidente.


Em um momento como esse é preciso ter a Itália como exemplo a não ser seguido, conter-se em casa é a melhor forma de evitar a proliferação do vírus, lavar as mãos sempre que possível, sair apenas quando for necessário, evitar sempre que possível aglomeração e, mais do que nunca, ignorar os conselhos desprovidos de responsabilidade de Bolsonaro.

Desta forma, os efeitos danosos do vírus certamente serão mínimos. O Brasil ainda tem números pequenos comparado aos países europeus e a Ásia, as principais formas de se proteger são seguir as recomendações da OMS para aí sim voltarmos à normalidade o mais breve possível.

Texto escrito por Felipe Falheiros.

Felipe Falheiros

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